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​3 lugares que você não pode deixar de visitar em Budapeste, e dar asas à sua imaginação

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( LONDRES - West Norwood) Por Fernanda Freitas - Caminhar por Budapeste, às margens do Rio Danúbio, é de tirar o folego de qualquer um. Eu mesma passei uns bons minutos atônita só admirando a paisagem da linha do horizonte, com a Chain Bridge, ponte que divide o lado de Buda e Pest, mas há muito mais a explorar na cidade e se você é do tipo de viajante que gosta de novas experiências, essas dicas são para você.



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Foto: (Pixabay)

Invisible Exhibition


A proposta dessa exposição não é apenas aguçar todos os seus sentidos mas ensinar um pouco para cada visitante sobre os desafios das pessoas que sofrem com algum grau de deficiência visual.

A ideia é bem interessante. Você se junta a um grupo de cerca de 10 pessoas, e acompanhados por um guia entram em uma sala completamente escura. Como eles já avisam antes, é um nível de escuridão diferente de apagarmos as luzes de nosso quarto, é mais como estar o tempo todo de olhos fechados. Até o fim da exposição não se vê um único facho de luz sequer.


O grupo é conduzido apenas pela voz do guia por várias salas que remontam locais do cotidiano. Na primeira delas, podíamos tocar em tudo até identificarmos que se tratava de um cômodo (não direi qual, sem spoilers) de uma casa.

A parte mais curiosa foi quando fomos levados para a sala onde era a “rua”. Os efeitos sonoros eram tão perfeitos que mexiam de tal forma com os nossos sentidos, que todos no grupo ficaram assustados com o barulho dos carros. Tivemos que enfrentar o desafio de “atravessar a rua”, de entrar em um transporte público e caminhar por uma área ao ar livre, na natureza.


Certamente foi uma experiência de vida, não foi apenas a minha imaginação que esteve à mil, mas também meus sentidos foram a flor da pele. Por alguns minutos eu pude compreender o quão desafiador pode ser as atividades mais simples para uma pessoa com deficiência visual.


O tour dura uma hora e custa 2400 HUF por pessoa (tem descontos para estudantes). É preciso enviar um e-mail para agendar com antecedência pois há horários específicos para um tour em cada idioma.


Mais informações no site: https://www.lathatatlan.hu


Hospital in the Rock Museum

Não sei se ele pode ser considerado bem um museu, pois é bem diferente do que imaginamos como um museu. No Hospital in the Rock você entra em uma parte do subsolo do Castelo de Buda. O local que serviu como um abrigo e também como uma emergência para cuidar dos feridos no período da Segunda Guerra Mundial e da Revolução de 1956.


O lugar por si só já vale a visita, principalmente para quem gosta de história, mas o que tem de tão especial?

Trata-se de um museu de cera com bonecos super reais recriando os médicos e os pacientes. Lá não tem sinal de celular e a sua atenção fica toda na guia, que conta a história do lugar, o que funcionava em cada sala, como eram feitos os atendimentos e as cirurgias enquanto contextualiza tudo com as fases da guerra. É uma aula de história e tanta e você se transporta para um outro período no tempo.


Hospital in the rock museum

Foto: (Wikimedia Commons)


Para fazer o passeio é preciso acompanhar um grupo, tem tour em vários idiomas e eles saem a cada 15 minutos.

A entrada custa 4,000 HUF

Funciona de segunda à domingo das 10 às 20hs


Ruin Bars


Budapeste é muito conhecida pelos seus bares em ruínas, e não dá para visitar a cidade sem deixar de ir a um deles. Porém a experiência nessa visita pode ir muito além de beber uns bons drinks, ou umas doses de Pálinka, bebida típica da Hungria.

Esses bares ficam no antigo bairro Judeu, que ficou abandonado após a captura e envio da comunidade judaica para os campos de concentração.


Prédios que estavam caindo aos pedaços começaram a ser ocupados e viraram bares. Pouco a pouco a vida cultural foi emergindo nesses locais. O mais interessante é que eles não foram exatamente revitalizados, então em cada detalhe está presente um pouco da história da cidade. Esses bares instigam nossa curiosidade e são diferentes de qualquer coisa que você já tenha visto.



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Foto: (Jorge Franganillo)


Há inúmeros “Ruin bars” pela região, o mais conhecido é o Szimpla Kert que embora seja bem turístico ainda assim vale a pena a visita pois é um dos maiores.

Para quem quer curtir uma festa mesmo então a dica é ir no Instant que tem várias pistas com diversos estilos musicais.

A entrada é gratuita.


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